segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A história da idade média, ligeiramente conceituada como idade feudal, de servidão e nada mais, tem perdido essa analogia em detrimento dos recursos, das regras ríspidas do estado, como da igreja como instituição quase inseparável do estado, em seus laços "padroados". Apesar dessa divisão do estudo em "idades", onde suas idéias se assentam em uma cronologia eurocêntrica, é inegável que as mudanças transcorridas nesse período (europeu? euro-asiático?) seja um esboço valioso, de acessibilidade ao nosso presente 'contemporâneo; referindo questões desde embargos comerciais e diplomáticos, passados em uma época de um novo militarismo,de uma crescente classe 'burguesa, de princípios liberais, interventores, à organizações de contratos de casamentos, propriedades privadas, organizações espaciais etc.

As leis e os recursos utilizados na europa cristã e ocidental - ocidental mais no sentido em sua leitura religiosa cristã/papal do que a ligação de centro econômico - carolíngia, franco-cristã (bárbaros convertidos à cristãos) se dispõem da guerra, essa, circundantemente religiosa, primeiramente de reconquista, na organizações de cruzadas com seus cavaleiros templários, mas de retórica imperialista em seu ideologia, contínua e viva, melhor , nunca supridas de combater militarmente.

No séc. XVIII e no renascimento se categorizou a queda de roma até a tomada de Constantinopla pelos turcos-otomanos de Dark Age ,algo sombrio, longo e improdutivo na história européia, que havia ficado parada... estagnada em seu desenvolvimento comercial, uma perda de tempo sem monopolizações mercantis e investiduras militares, de uma 'idade moderna, sem quase mobilidade social. Ainda que esse discurso europeu bonitinho se resvale na crença de uma mobilidade econômico-social, no urbanismo, na democracia, globalização dos meios e suas congruentes vendas de tecnologias, essas menções antiguíssimas não validam os fatos, como a lorota da economia emergente. Nos EUA(ex-colônia inglesa), símbolo do neoliberalismo, quando em crise, abre mão de sua ideologia liberal e pressiona o estado para intervir na economia estatal, alterando suas tarifas, taxas etc. Recorrendo novamente a salvação da nação.

Entender, pesquisar, apurar esse período da idade média é entender os entraves da nossa sociedade moderna - a mesma que ainda define a idade a ser esquecida - a política particularizada desse tempo, como seus respectivos tratados, contratos benzidos e permitidos pelo papa, dando à autoridade, nada tão diferente das organizações burocráticas atuais. De utopia pra utopia, analisando a antítese das idéias democratas e socialista-anarquistas, vemos que ao longo da 'história do homem, os homens tiveram algumas recordantes vitórias de direitos; dos liberais, que remetem diretamente aos homens livres, em que longe de um regime feudal, lutavam para quebrar barreiras protecionistas e detentoras, para o liberal mercado dos livres; às revoluções que sempre nasceram de crises avassaladoras, e terminaram na luta de seletos grupos para instauração de outros dominantes - crítica premeditada pelos anarquistas - como a exemplo do caso de: Danton x Robespierre, Stálin x Trótski. Analisar cada ditadura desemborcada como lei natural que vençe o mais forte é uma ignorância sem precedentes, que esconde, distorce, mascara a questão foucaultiana de poder, e mais importante ainda, o despotismo do estado.

Brevemente, a idade média (a do ronca), não tinha o poder midiático de hoje, as pessoas eram lesadas de lavagem cerebral, "de terra como centro de tudo" dentre outros absurdos, e a sua principal instituição em quase mil séculos (composto por loucos pederastas à intelectuais) não tinha tido "revoluções" com a morte de reis, nascimento de direito do cidadão, entretantoera muito semelhantes nas suas formasde conservar e reagir com a máquina do poder executivo, como ainda é hoje.

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